quarta-feira, 7 de agosto de 2013

I Colóquio Internacional Discurso e Mídia na Amazônia – DCIMA é oficialmente aberto




Orquestra de Violoncelista da Amazônia 

Para falar neste primeiro dia de evento internacional sobre “Apropriações e Regimes de Visualidade” no qual propõem analisar produtos visuais e audiovisuais que chegam a partir de diversos meios de distribuição da informação, nada melhor que começar o colóquio ouvindo a Orquestra de Violoncelistas da Amazônia. 

Criado em 1998 pelo Prof. e Dr. Áureo de Freitas, é a única orquestra profissional com músicos na categoria juvenil e com repertório musical que vai do clássico ao popular, do  rock metal ao pop. A contemporaneidade musical anuncia a proposta  do dcima.   

Netília Seixas, Ivânia Neves, Emmanuel Zagury Tourinho e Fátima Pessoa
Após a apresentação da orquestra foram chamados para abertura oficial do I Colóquio Internacional Discurso e Mídia na Amazônia – DCIMA o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Emmanuel Tourinho, a coordenadora do evento Ivânia Neves, a vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação de Comunicação (PPGCOM) Netília Seixas, e a diretora adjunta do curso de Letras, Fátima Pessoa.

Orgulhosa pelo sucesso do evento, a professora Ivânia Neves informou que o encontro contará com a participação e trocas de experiências de muitos participantes de várias universidades do Brasil como exemplo da Universidade Federal do Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Sul dentre outras, além de participantes de outras partes do mundo como Congo, Costa Rica e Espanha. Os inscritos irão apresentar seus trabalhos nos GT’s divididos em 20 grupos que será realizado durante dois dias, 8 e 9 durante o II Encontro de Análise do Discurso na Amazônia – EDIA. 

O professor Emmanuel Tourinho cumprimentou os presentes e destacou o desenvolvimento da pós-graduação no país, mas lamentou o fato de ainda a região norte não participar de forma tão integral dos avanços e investimentos no setor. Diante disso destacou o importante papel que todos que vivem na Amazônia têm em serem protagonistas da pesquisa desenvolvida na região. 

Philippe Dubois e Nilton Milanez
Encerrado as falas é convidado à mesa o pesquisador francês Phillpe Dubois para a palestra. O professor Nilton Milanez, Coordenador do Labedisco da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia é quem realiza a tradução para os participantes. 

Auditório lotado muitos estudantes, pesquisadores, fotógrafos e amantes da arte assistem à conferência.  Phillpe Dubois apresenta suas análises sobre a fotografia e como ela se compõem nos diversos cenários e olhares do campo da arte contemporânea. 

Foto: Irene Almeida
Texto: Lilian Campelo

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Comunicação Oral e Artigo Final

Sobre as Comunicações Orais
 
Todos GTs acontecerão nos dias 08 e 09, no horário de 14:30 às 17:30, nos pavilhões de sala de aula no Básico, no Campus I. Em todas as salas haverá computador e data-show.

Os participantes terão 20 minutos para a apresentação e 10 minutos para as perguntas.
A expectativa é que 06 trabalhos sejam apresentados no dia 08 e seis no dia 09, mas dependendo da freqüência, isto pode ser alterado pelos coordenadores.

Haverá um monitor em cada GT e antes de cada apresentação, o participante deverá assinar a lista de frequência. Os certificados serão entregues pelos monitores, após a apresentação das comunicações.
O monitor também organizará a lista de frequência dos participantes inscritos como ouvintes. Neste caso, no entanto, o certificado será fornecido por e-mail.  

Sobre artigo final

A data para entrega do artigo final foi prorrogada até o dia 09/08. Os arquivos deverão ser, exclusivamente, enviados para o e-mail do evento.

Apresentação da Orquestra Jovem de Violoncelista da Amazônia no DCIMA: 07/08, às 9:30

Os jovens violoncelistas da Amazônia  - projeto educativo voltado para a música e a inclusão social. É a única orquestra profissional juvenil especializada nesse instrumento em todo o Brasil.

A Orquestra de Violoncelos da Amazônia é coordenada pelo professor da Escola de Música da UFPA, Áureo de Freitas, Ph.D. em Educação Musical pela University of South Carolina-EUA. "A nossa história começa em 1998, quando resolvi lançar a Orquestra Infanto-juvenil de Violoncelos, porque, naquela época, nós, violoncelistas da cidade, não éramos chamados para fazer absolutamente nada, mas precisávamos mostrar os talentos existentes", lembra Áureo. O grupo deu certo, e o desempenho dos alunos chamou a atenção, tanto que surgiram convites para turnês nacionais nos Estados do Pará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, e turnês internacionais nos Estados Unidos, na Holanda e na China.

mais 


Texto: Julize Garcia – Assessoria de Comunicação da UFPA 
Fotos: Paulo Lima 

APRESENTAÇÃO

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Discurso, mídia, identidades

Rosário Gregolin                    Foto Shirley Penaforte
              Os efeitos de sentido materializam-se nos textos que circulam em uma sociedade. Como o interdiscurso não é transparente nem, muito menos, o sujeito é a origem dos sentidos, ninguém consegue enxergar a totalidade significativa, nem compreender todos os percursos de sentido produzidos socialmente. A coerência visível em cada discurso particular é efeito da construção discursiva: o sujeito pode interpretar apenas alguns dos fios que se destacam das teias  de sentidos que invadem o campo do real social. O efeito de coerência e unidade de cada texto é construído por agenciamentos discursivos que controlam, delimitam, classificam, ordenam e distribuem os acontecimentos discursivos em dispersão e permitem que um texto possa “estar em relação com um domínio de objetos, prescrever uma posiçâo definida a qualquer sujeito possível, estar situado entre outras perfomances verbais, estar dotado, enfim, de uma materialidade repetível” (FOUCAULT, 1986).

              A criação dessa ilusão de “unidade” do sentido é um recurso discursivo que fica evidente nos textos da mídia. Como o próprio nome parece indicar, as mídias desempenham o papel de mediação entre seus leitores e a realidade. O que os textos da mídia oferecem não é a realidade, mas uma construção que permite ao leitor produzir formas simbólicas de representação da sua relação com a realidade concreta.

            Na sociedade contemporânea, a mídia é o principal dispositivo discursivo por meio do qual é construída uma “história do presente” como um acontecimento que tensiona a memória e o esquecimento. É ela, em grande medida, que formata a historicidade que nos atravessa e nos constitui, modelando a identidade histórica que nos liga ao passado e ao presente.

Esse efeito de “história ao vivo” é produzido pela instantaneidade da mídia, que interpela incessantemente o leitor através de textos verbais e não-verbais, compondo o movimento da história presente por meio da resignificação de imagens e palavras enraizadas no passado. Rememoração e esquecimento fazem derivar do passado a interpretação contemporânea pois determinadas figuras estão constantemente sendo recolocadas em circulação e permitem os movimentos interpretativos, as retomadas de sentidos e seus deslocamentos. Os efeitos identitários nascem dessa movimentação dos sentidos.

Por isso, para Bauman (2006), a identidade é um efeito de pertencimento que tem em sua raiz o paradoxo da instabilidade: os lugares contemporâneos são permanentemente deslocados pelas máquinas de informação e, por isso, é impossível fixar-se rigidamente em um território identitário único.  
GREGOLIN, Maria do Rosário. Análise do Discurso e mídia: a reprodução das identidades. Revista Comunicação, Mídia e Consumo, São Paulo, Vol. 4, No11 (2007).
                                                                                                  Texto Completo





quinta-feira, 2 de maio de 2013

As Palavras e As Coisas


Gostaria de mostrar, por meio de exemplos precisos, que, analisando os próprios discursos, vemos se desfazerem os laços aparentemente  tão fortes entre as palavras e as coisas, e destacar-se um conjunto de regras, próprias da prática discursiva. Essas regras definem não a existência muda de 
uma realidade, não o uso canônico de um vocabulário, mas o regime dos objetos.  ‘As palavras e as coisas’ é o título – sério-  de um problema; é o título- irônico- do trabalho que lhe modifica a forma, lhe desloca os dados e revela, afinal de contas,  uma tarefa inteiramente diferente, que consiste em não mais tratar os discursos 
 como signos (elementos significantes que 
remetem a conteúdos ou a representações),  mas 
como práticas  que formam sistematicamente os objetos 
de que falam.  Certamente os discursos
são feitos de signos;  mas o que fazem é mais que 
utilizar esses signos para designar coisas. 
É esse mais que os torna irredutíveis  à língua e ao ato da fala.
 É esse ‘mais’que é preciso fazer aparecer 
e que é preciso descrever.
Michel Foucault em "Arqueologia do Saber"